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Celso Lima Estamparia


ROBERT STEWART

Robert Stewart (1924-1995).

Esse é um dos meu designers favoritos, seja pelo seu estilo e elegância, seja pelo seu espirito combativo, jamais complacente, tão em falta atualmente. Robert Stewart nasceu em 1924 na cidade de Glasgow, na Escócia. Desde menino seu mundo se estruturou entre as artes, o desenho e a curiosidade pela história bretã, com destaque para a cultura gótica. Desenvolveu também um trabalho independente como pintor, influenciado principalmente pelo cubismo e pelos abstratos geométricos.

Estampa "Raimoult"/1955, criada para "Liberty of London".

Stewart ingressou na "Glasgow School of Art" em 1940, e em 1947 se tornou mestre em história da arte e design têxtil, já se especializando em design de pattern. Em 1949 foi nomeado diretor do departamento de ensino e projetos de criações para têxteis da GSA, e fez história no design de superfície britânico e europeu.

Estampa "Kilmun"/1954.

Em 1946, ao fim da guerra Stewart foi nomeado curador da "Liberty of London", famosa marca londrina de acessórios e têxteis para interiores. Sua primeira atitude foi arregimentar um staff de criadores, uma idéia de cooperativismo no design que lhe surgiu nos anos de guerra, na Glasgow School. Cooptou então jovens talentos do design para formação de uma "cooperativa de criação" dentro da "Liberty". Esse grupo de designers eram, além dele próprio: Lucienne Day, Sylvia Chalmers e Marian Mahler, os "Young Liberty", como o grupo foi chamado, se tornando um selo da "Liberty". Dominaram a cena do design têxtil britânico e europeu dos anos 50.

Patterns criados por Robert Stewart.

O trabalho de designer de pattern de Stewart, de influencias diversas e distantes entre si, como o modernismo e o gótico, se caracterizou pelo uso do "découpe" gráfico aliado a uma paleta de cores saturadas, com geometrias construtivas e adornos medievais em uma mesma composição. Tem em alguns de seus trabalhos a mesma idéia de um futuro tecnológico estilizado, a la "Jetsons", que se encontra também em alguns padrões de Lucienne Day, uma concepção otimista do futuro, que se opunha aos dias dificeis do recente passado de guerra. Criou para várias superfícies: têxteis, wallpaper, revestimento em fórmica (muito utilizada no design de mobiliário dos anos 50 e 60) e carpetes.

Estampa "Otter Ferris"/ 1957.

Sua energia e confiança possibilitaram projetos de renovação do design de superfície britânico e europeu na reconstrução do pós-guerra. Foi um momento de luminosidade que se acendia nos escombros fumegantes do ódio guerreiro. Stewart foi um critico contundente das politicas para a industria britânica no pós-guerra, que visava uma reposição material sem critérios, sem projetos e planejamento. Sua voz sempre se ergueu contra a voragem industrial mercantilista que dominou e corrompeu as linguagens do design contemporâneo a partir dos anos 70. Na "Glasgow School of Art" foram 35 anos lecionando design de superfície na escola, sempre combativo e critico. Esse espirito não existe mais nos dias de hoje, passivos diante de tudo que é vulgar e destrutivo.

Estampa "Macrahanish"/ 1954 / criada para a "Liberty of London".



Escrito por Celso Lima às 15h48
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